Nasa descobre primeiro exoplaneta habitável do tamanho da Terra

Cientistas descobriram o primeiro planeta fora do sistema solar de tamanho semelhante ao da Terra onde pode existir água em estado líquido, o que o torna habitável.

O Kepler-69c (em concepção artística na imagem) A descoberta reforça a possibilidade de encontrar planetas similares à Terra na nossa galáxia, a Via Láctea, segundo uma equipe internacional de astrônomos liderada por um profissional da Nasa. O trabalho foi publicado na edição desta quinta-feira (17) da revista científica americana Science.

"É o primeiro exoplaneta do tamanho da Terra encontrado na zona habitável de outra estrela", destaca Elisa Quintana, astrônoma do centro de pesquisas Ames, da Nasa, que ficou à frente da pesquisa.

"O que torna esta descoberta algo particularmente interessante é que este planeta, batizado de Kepler-186f, tem o tamanho terrestre e está em órbita ao redor de uma estrela classificada como anã, menor e menos quente do que o Sol, na zona temperada onde a água pode ser líquida", afirmou.

Considera-se que esta zona seja habitável porque a vida como a conhecemos tem possibilidades de se desenvolver naquele ambiente, segundo os pesquisadores.

Para Fred Adams, professor de Física e Astronomia da Universidade de Michigan, "trata-de de um passo importante na busca para descobrir um exoplaneta idêntico à Terra".

Nos últimos vinte anos foram detectados cerca de 1.800 exoplanetas, dos quais cerca de vinte orbitam ao redor de sua estrela em uma zona habitável. Mas esses planetas são muito maiores do que a Terra e, por isso, é difícil, devido ao seu tamanho, determinar se são de composição gasosa ou rochosa.

Concepção artística mostra o sistema planetário da estrela Gliese 667C, localizada na constelação do Escorpião, a 22 anos-luz de distância. Estudos anteriores já haviam descoberto que a estrela acolhia três planetas (b, c e d), sendo que um deles estava na zona habitável (mancha verde). Como a Gliese 667C é muito mais fria e tênue do que o nosso Sol, a zona habitável fica dentro de uma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja, muito mais próxima da estrela do que ocorre no Sistema Solar. Agora, uma equipe internacional de astrônomos voltou a estudar o sistema e encontrou evidências da existência de ao menos seis exoplanetas (falta confirmação do h), aumentando para três o número de candidatos com chances de abrigar vida fora da Terra.

490 anos-luz do Sol

imageSegundo modelos teóricos sobre a formação planetária, estabelecidos a partir de observações, os planetas que têm raio 1,5 vez inferior ao da Terra têm poucas chances, por causa do seu tamanho, de acumular uma atmosfera espessa como os planetas gasosos gigantes do nosso sistema solar.

"Nestes anos aprendemos que há uma transição líquida entre os exoplanetas cujo raio é 1,5 vez o da Terra", explica Stephen Kane, um astronauta da Universidade de San Francisco, co-autor da descoberta.

"Quando o raio é entre 1,5 e 2 vezes o do raio terrestre, os planetas são grandes o suficiente para acumular uma atmosfera espessa de hidrogênio e hélio", acrescentou.

O exoplaneta Kepler-186f tem raio 1,1 vez maior do que o da Terra e entra na categoria de planetas rochosos do nosso Sistema Solar, como Terra, Marte e Vênus.

"Levando em conta o pequeno tamanho do planeta, tem grandes possibilidades de ser rochoso e ter uma atmosfera. Se essa atmosfera oferecer boas condições, a água pode existir em estado líquido na superfície", explica à AFP Emelie Bolmont, pesquisadora da Universidade de Bordeaux, França, que participou da descoberta.

Bolmot acrescentou que, para se ter certeza de que é realmente rochoso, "seria preciso obter a massa do planeta, o que não é possível com os instrumentos atuais".

O Kepler-186f está em um sistema estelar situado a 490 anos-luz do Sol (um ano luz = 9,46 trilhões de quilômetros) e conta com outros cinco planetas, todos de tamanho parecido com o da Terra, mas situados fora da zona habitável.

Em novembro de 2013, os astrônomos consideraram que existem bilhões de planetas de tamanho terrestre potencialmente habitáveis. Essa conclusão se baseia nas observações do telescópio espacial Kepler, lançado em 2009 para esquadrinhar mais de 100 mil planetas similares ao nosso e situados nas constelações de Cisne e Lira.

Fonte

19 de abril de 2014
Posted by Ton Müller

RELIGIÃO: Muçulmanos sitiados enfrentam assassinato e fome na República Centro-Africana

Reprodução (UOL)Em épocas normais, as frágeis pontes de madeira de cada lado da principal rua de terra vermelha de Boda seriam o caminho para lojas e um movimentado mercado na cidade mineradora de diamantes da República Centro-Africana.

Hoje em dia, elas marcam a tênue linha entre vida e morte para centenas de muçulmanos que vivem sitiados, cercados por combatentes cristãos milicianos "anti-balaka" empenhados em expulsar a população islâmica do país.

"Vivemos em uma prisão", disse Adou Kone, um alfaiate. "Está tudo bloqueado, nada entra. Está muito caro comprar comida... Nossa vida está em um ponto crítico."

Boda ilustra o caos que tomou conta da República Centro-Africana desde o fim de 2012, quando uma batalha pelo poder político se transformou em confrontos entre muçulmanos e cristãos, forçando cerca de um milhão de pessoas a sair de suas casas.

Se atravessarem qualquer ponte, os muçulmanos de Boda dizem que serão mortos, como milhares de outras vítimas da violência, olho por olho, que continua, apesar da chegada das forças de paz francesas e africanas.

Bandeiras francesas estão penduradas em alguns barracos, e veículos blindados franceses patrulham esporadicamente a cidade, 115 quilômetros a oeste da capital, Bangui. No bairro muçulmano, uma faixa elogia as tropas francesas - um reconhecimento de que a situação estaria muito pior sem a sua presença.

A crise terminou subitamente uma orgulhosa história de muçulmanos vivendo em harmonia ao lado de uma população majoritariamente cristã e gerou alertas de genocídio na antiga colônia francesa.

"Podemos esperar dez anos para que eles saiam --e se eles não saírem, mesmo assim estaremos lá, mantendo nossas posições", disse o capitão Dopani Firmin, líder "anti-balaka" em Boda, vestindo uma camisa vermelha do time de futebol Paris Saint Germain.

"Não podemos aceitar viver junto com os muçulmanos em longo prazo", disse Firmin. "É nosso direito matar muçulmanos."

Em um sinal da crescente violência sectária, combatentes do grupo rebelde muçulmano Seleka mataram a tiros o padre da cidade de Paoua, disse uma autoridade da Igreja em Bangui nesta sexta-feira. O ataque aconteceu dois dias depois que homens armados do Seleka sequestraram o bispo da cidade de Bossangoa.

Virtualmente todos os muçulmanos fugiram de Bangui desde que os Seleka, que tomaram o poder em março de 2013, foram forçados a se retirar em janeiro. Desde então, a ONU (Organização das Nações Unidas) denunciou uma "limpeza" de muçulmanos no oeste do país.

Neste mês, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio de uma missão de paz com mais de 12.000 pessoas, que chegará em setembro, reconhecendo que os 6.000 soldados das forças de paz da África e os mais de 2.000 militares da França não conseguiram fazer valer sua autoridade no país.

Reprodução II (UOL)http://noticias.uol.com.br/

Dica do colaborador Cesar Nunes

Câncer, um Grande Negócio! [Documentário]

Dr. Burzynski fez uma descoberta notável que ameaçou mudar a face do tratamento do câncer para sempre. Seu tratamento não-tóxico poderia ter ajudado a salvar milhões de vidas ao longo das últimas duas décadas, isso se sua descoberta não fosse criminosamente suprimida pelo governo dos EUA. Excelente vídeo documentário, sobre um médico especialista em câncer, travando uma luta interminável contra a INDÚSTRIA FARMACÊUTICA:

Terremoto de Magnitude 7,2 atingiu a região de Acapulco no México

Magnitude foi de 7,2, segundo serviço geológico dos EUA.
Ainda não há registro sobre vítimas.

Um terremoto de 7,2 de magnitude, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foi registrado às 9h28 (horário local, 11h28 de Brasília) nesta sexta-feira (18) no estado de Guerrero, ao norte de Acapulco, no México. Ainda não há relatos sobre vítimas.
Pessoas se abraçam após abandonarem suas casas na Cidade do México devido ao terremoto.

Segundo o Serviço Sismológico Nacional (SSN), houve corte do fornecimento de energia elétrica e algumas pessoas saíram correndo para a rua porque os prédios tremeram e as janelas de vidro se quebraram.

"O terremoto aconteceu sobre a linha da costa. Sempre é possível que possa produzir um tsunami, mas caso os efeitos não sejam observados nestes minutos é muito improvável", disse à AFP Víctor Espíndola, sismólogo do SSN.

O coordenador do Serviço de Proteção Civil do México, Luis Felipe Puente, escreveu no Twitter que 'no momento não foram registrados danos pelo terremoto'.

Na superpovoada capital mexicana, situada 490 km ao norte de Tecpan (62.000 habitantes), o prefeito Miguel Ángel Mancera informou sobre retiradas preventivas de edifícios.

Moradores da Cidade do México disseram que objetos caíram das prateleiras em suas casas e muitos ficaram sem energia. Alguns saíram às ruas de pijamas. Não havia relatos imediatos de vítimas ou danos graves.

No entanto, os moradores da capital ficaram abalados pelo terremoto, um dos maiores a atingir o México em vários anos. "Tive que me agarrar a uma árvore como se estivesse bêbado", disse Pedro Hernández, porteiro de um prédio.

Os serviços de emergência da capital estavam percorrendo a cidade, que foi severamente danificada por um terremoto em 1985, quando um tremor de magnitude 8,1 deixou milhares de mortos.

Um funcionário do hotel Fairmont, em Acapulco, disse que a situação estava calma e que os hóspedes tinham retornado ao edifício. "A estrutura está bem", afirmou a mulher, que se identificou apenas como Ana, por telefone.

Fonte: G1.com

18 de abril de 2014
Posted by Ton Müller

OVNI incrível e à luz do dia é filmado na Holanda

Um residente de Maassluis, na Holanda, filmou um OVNI na última sexta-feira. OUFO estava visível acima da Botlek. No vídeo o observador diz que o objeto tem uma cor azul, fez alguns sons e ficou em silêncio por um longo tempo. Então desapareceu nas nuvens. O UFO Center Reporting daHolanda não recebeu qualquer relato semelhante.

O objeto filmado parece ter base quadrada e topo piramidal. O vídeo parece ser autêntico e impressionante. É até difícil acreditar que este senhor tenha conseguido filmar um desses em pleno dia.

NOTA: Raramente postamos vídeos sobre Objetos Voadores Não Identificados pela falta de veracidade nas imagens com a tecnologia de fácil acesso na manipulação de cenas. Mas alguns vídeos realmente chamam a nossa atenção.

Fonte do vídeo: http://www.etseetc.com/

17 de abril de 2014
Posted by Ton Müller
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Brasil: Pedra do Ingá, evidências ufológicas na nossa pré-história

 

clip_image001REGISTROS REMOTOS - Esta exposição sobre as evidências ufológicas no Brasil remoto surgiu de inúmeras observações feitas durante minhas viagens e meus estudos acerca das pinturas e registros rupestres, profusamente encontrados no interior de nosso país, dentre os quais, pretendo reunir sinais de um silabário primitivo.

Não é incomum encontrar certas representações muito complexas, que não deixam de sugerir que podem se tratar de algo mais do que meros rabiscos ou supostas “letras” gravados em paredões pétreos. Além disto, sua complexidade e variedade de manifestação parecem não ser casuais, permitindo que o pesquisador possa levantar impressões menos conservadoras em torno de seu conteúdo, ou até mesmo apoiadas em teorias que não sejam tão convencionais.

Thoth3126@gmail.com

Via Fanzine - www.viafanzine.jor.br

Neste propósito, não poderia deixar de citar o insigne pesquisador mineiro Antonio Lopo Montalvão, fundador da misteriosa cidade de Montalvânia, tendo ali desenvolvido um memorável trabalho de pesquisa nas diversas grutas que podem ser encontradas na região, com seus impressionantes registros rupestres. Escreveu Montalvão num de seus livros: “A saúde não contagia e, igualmente, não contagia a virtude, a verdade; são condições independentes, auto-suficientes, que vivem em si e de si.”

Acima a milenar Pedra do Ingá, na Paraíba, reúne um complexo conjunto de símbolos estampados em rocha por uma tecnologia completamente desconhecida para as nossas ciências atuais.

Diante disto, gostaria de chamar a atenção para o estado sempre recluso de certos centros acadêmicos de pesquisa arqueológica, que não se sentem encorajados para ousar e ampliar conclusões diante de seus achados, vendo ali, algo mais do que simplesmente rabiscos sem importância, feitos por homens ociosos e indolentes, medrosos e sem critério. Em face de certas descobertas não se pode ignorar que em nosso passado algo de muito importante pode ter ocorrido entre os homens, incluindo nesta avaliação, as milenares terras brasileiras.

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500 milhões a.C.: Antigüidade das pegadas calçadas (de botas!!!!!) fossilizadas que esmagaram um trilobite (uma espécie de inseto pré-histórico que viveu somente durante a era Paleozóica e extinto a 240 milhões de anos) na região de Antelope Springs, a 43 milhas da cidade de Delta, no Estado de Utah, nos Estados Unidos. As pegadas, medindo 32,5 x 11,24 cm, foram descobertas pelos Srs. William Meister e Francis Shape, no dia 03 de junho de 1968.

MARCAS DO HOMEM – Desde que foi encontrado no estado de Utah, nos EUA, pelo pesquisador William Meister, as duas pegadas de pés calçados fossilizados, numa camada de terra de 500 milhões de anos, oriundos da Era Paleozóica, que a idéia de que “homens civilizados” já estavam presentes na Terra desde os seus primórdios, passaram a não ser mais colocados em dúvida pelos Ufólogos e demais pesquisadores. O fato ocorreu em 1968 e esta certeza ficou evidenciada pela seguinte razão: sob o calcanhar do pé esquerdo encontrava-se esmagado um trilobite, que também ali se encontrava petrificado juntamente com a pegada. Este tipo de antropóide teria vivido na Era Paleozóica, ou seja, há cerca de 500 milhões de anos.

A partir de então, muitos autores ousaram romper com a camisa de força que os acadêmicos da história da humanidade vinham impondo a todos. E mesmo antes desta descoberta, os autores Louis Palwels e Jacques Bergier já haviam exposto em sua magnífica obra O Despertar dos Mágicos, questões novas na discussão da vida do homem na Terra que, na época, foram intituladas de realismo fantástico. Depois disto vieram Peter Kolosimo, Chacques Charroux, Erick von Daniken, Quixe Cardinale, W. Raymond Drake, Andrew Tomas e muitos outros.

De fato, em nosso passado desconhecido algo de espetacular parece ter acontecido em nosso planeta, algo que se perdeu quase que definitivamente sob o pó das gerações e dos grandes cataclismos que já reviraram estas terras por inúmeras vezes. Entretanto, muitas evidências ficaram registradas perenemente em pedra bruta, como a que acabamos de mencionar acima, além de outros registros imprecisos ou, em alguns casos, na forma de curiosas demonstrações que suscitam dúvidas, como se alguma coisa estranha tivesse acontecido diante dos olhos atônitos de nossos antepassados. È sobre estas “evidências”, difíceis de explicar, que este artigo pretende fazer sua abordagem, voltando seus olhos para o que existe no Brasil, registrado sob as mais variadas formas, em diversas localidades de sua vasta extensão territorial.

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Pedra do Ingá, foi esculpida em um único bloco de pedra de 23 metros de comprimento e 4 metros de altura, em Ingá, na Paraíba

Existem alguns lugares que se tornaram bem marcantes pela complexidade de seus registros, demonstrando uma gama maior de signos e representações inusitadas, ou porque não dizer, extravagantes e inexplicáveis. Dentre estes, podemos citar: o monólito do Ingá, situado próximo a Campina Grande e outras localidades da Paraíba, as grutas de Montalvânia, além de outros rincões arqueológicos de Minas Gerais. Inclui-se a região da Serra do Roncador e o interior do Mato Grosso, a misteriosa Sete Cidades e outras localidades no Piauí, além de inúmeras regiões dos Estados do Pará e Amazonas.

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Acima: A PEDRA DO INGÁ, no Brasil e suas misteriosas inscrições. A Pedra de Ingá, ou Itacoatiara, é formada por blocos de gnaisse divididos em três paineis, tendo o bloco principal dimensão de 24 metros de comprimento por 4 m de altura. Há muitos sulcos e pontos capsulares seqüenciados, ordenados, que lembram constelações, embarcações, serpentes, fetos e variados animais e simbologia ainda desconhecida em seu significado, todas parecendo o modo que os indígenas ou os visitantes de outras latitudes (ou de outros planetas) tinham para anunciar idéias ou registrar fatos e lendas, que apresenta um grande potencial turístico e cultural, entretanto explorado de maneira extremamente irregular.

É bom mencionar que, em praticamente todos os estados brasileiros, podem ser encontrados certos registros de caráter desconhecido, que levantam suspeitas de que alguma coisa não muito comum teria acontecido por estas paragens. As “evidências” encontram-se caracterizadas através dos desenhos gravados nas paredes milenares de muitas destas localidades.

PARAÍBA – O estado da Paraíba é riquíssimo em registros rupestres que apresentam figuras estranhas e “objetos” que se assemelham a máquinas em vôo. Estas manifestações podem ser encontradas em várias localidades deste estado, assim como em todo o nordeste brasileiro. A mais importante e enigmática destas inscrições é a Pedra do Ingá [veja imagem no topo desta página], que se constitui de um dos maiores mistérios da arqueologia.

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Reprodução da Parte central do painel da Pedra do Ingá, (reprodução de J.A Fonseca)

Quando visitei este monólito, percebi que se trata de algo por demais estranho, que ali se posiciona desafiadoramente, como se fosse um testemunho vivo de um passado misterioso e de difícil explicação. Talvez, até fosse mais conveniente para os pesquisadores ortodoxos que ela nem existisse, pois assim, não teriam de se preocupar em tentar explicá-la sob o rótulo das convenções oficiais.

Atribuir ao homem primitivo sua autoria, considerando-se suas inúmeras limitações e seu estado excessivamente abrutalhado, não poderia ser o que chamaríamos de uma contribuição ao conhecimento humano ou uma atitude fundamentada em métodos convincentes e razoáveis. Qualquer pessoa que se aproxima desta pedra enigmática e vê sua vasta simbologia incrustada em seu dorso, não pode, em sã consciência, admitir que seus autores se tratassem de homens rudes e incultos. Não quero com isto “forçar a situação” para uma direção específica, mas quando se detém sobre aqueles registros com cuidado, percebe-se que quase gritam para mostrar que expressam uma idéia, algo de caráter avançado e inteligente, como um código, que pudesse perdurar através dos tempos e preservar um conhecimento pretérito.

Para efeito desta avaliação, anexamos a este trabalho algumas ilustrações, destacando certas figuras pouco comuns ali representadas, apesar de entendermos que seja o contexto geral do monólito do Ingá que tem muito a revelar. Alguns de seus caracteres apresentam figuras estranhas, que mais poderiam ser comparadas a equipamentos de vôo ou uma espécie de instrumento desconhecido, ou ainda, uma forma de linguagem sintetizada de um grande conhecimento que teria se perdido no decorrer das eras. Reunimos abaixo algumas ilustrações desta colossal Pedra do Ingá, que podem fazer-nos lembrar de algum tipo de objeto não identificado, já avistado e catalogado pelos pesquisadores contemporâneos. Vejamos:

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Nesse endereço do Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=VspqtnAafm0  voce poderá ver um vídeo de 1:18 minutos de formato quase idêntico ao da última figura da direita, nos céus de uma cidade da Rússia!!!

Suspeitamos que o conteúdo desta pedra está muito além de nossas possibilidades atuais de compreensão e cremos que ela contém uma espécie de informação de grande importância para a humanidade. O problema é que sua chave parece ter-se perdido juntamente com as grandes transformações que ocorreram no passado da Terra, mantendo seu enigma indecifrável até que tenhamos desvelado certos significados relacionados a símbolos específicos de caráter universal.

Também próximo à Pedra do Ingá, num local denominado de Saltos do Riacho Fundo existem diversos ideogramas que foram identificados pelo pesquisador Gilvan de Brito e que muito se assemelham aos acima referidos. Seus caracteres estão menos agrupados, mas também se acham insculpidos na pedra de forma semelhante às insculturas do monólito do Ingá, revelando estranhas figuras. Exemplos:

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Outras regiões da Paraíba guardam também grande incidência de estranhas inscrições rupestres, que deixam indicações de que podem estar relacionadas a um tipo de civilização mais avançada que poderia ter vivido na Terra, ou a um grande acontecimento que teria causado profundas impressões nos seus assustados espectadores. A pedra de Picuí, por exemplo, é uma demonstração de registro insólito no sertão brasileiro, com uma simbologia complexa e representações de objetos estranhos. Hoje ela se encontra submersa, após a construção de uma barragem na região, mas graças ao empenho do engenheiro Francisco Retumba, que a copiou, podemos saber de seu conteúdo. Vejamos alguns exemplos:

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Também próximo a Picuí podem ser encontradas figuras estranhas esculpidas em pedra, numa região chamada de Cachoeira do Pedro, segundo as pesquisas feitas por Gilvan de Brito. Seu conteúdo [abaixo] é muito semelhante ao da Pedra do Ingá.

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No município de Souza, foi encontrado um painel contendo figuras muito estranhas que lembram um esquema técnico, onde pode-se ver antenas, setas indicativas de movimento, objetos em vôo e outros, que se parecem com instrumentos de controle. Observando este painel pode-se perceber que ele não se parece com nenhum dos conjuntos de petrogravuras encontrados regularmente. Tem-se a impressão de que seus autores pretenderam demonstrar algum tipo de atividade não muito comum, até mesmo relacionada a experimentos científicos num passado distante. Veja-se o painel completo e atente-se para o conjunto das figuras que ali se acham representadas:

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Seguindo este raciocínio, poderíamos abrir uma série de registros curiosos somente no estado da Paraíba, que escolhemos para iniciar nossas demonstrações de que algo de estranho teria acontecido, nestas terras, em tempos bem remotos. A seguir, apresentaremos alguns outros exemplos, chamando a atenção para a semelhança de alguns destes em relação aos desenhos encontrados nas plantações da Inglaterra (Crop Circles) e de outros países, os quais, permanecem ainda inexplicáveis.

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Inscrições colhidas respectivamente em Boa Vista, Município de Lagoa Seca, Município de Brejo do Cruz e Município de Cubati.

O autor cita em seu livro uma série de sítios arqueológicos somente no estado da Paraíba, que apresentam figuras estilizadas, símbolos abstratos e representações incompreensíveis, de um tempo não conhecido da história do Brasil. Sobre as inscrições no município de Souza, ele escreveu: “Aqueles que estiverem pretendendo dar asas à imaginação poderão ver nos litoglifos figuras parecidas com um OVNI, tendo ao lado o que se assemelha a duas pessoas. Acima, o mesmo objeto não identificado, de antena recolhida, no ar, antes de penetrar numa formação de nuvens. No alto, formações que lembram duas constelações”.

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Detalhe de Sete Cidades, no Piaui

PIAUI – No estado do Piauí podemos encontrar muitas inscrições rupestres que lembram estranhos objetos em vôo, representados em meio a um diversificado acervo arqueológico.

Poderíamos dizer que em todos os estados brasileiros podem ser encontradas representações rupestres que levantam suspeitas de que alguma coisa grandiosa foi avistada pelos antigos habitantes do Brasil.

Neste trabalho estamos destacando apenas algumas figuras que mais levantam tais suspeitas, por se encontrarem presentes junto aos demais registros, em grande profusão. Como dissemos, o Piauí é riquíssimo em registros que permitem inflamar nossa imaginação e fazê-la especular sobre o que levou o homem primitivo a reproduzir, com tanta ênfase, certos símbolos circulares e estranhas figuras na rocha viva.(Foto a seguir)

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No complexo de Sete Cidades pode-se encontrar uma grande quantidade deles, como mãos carimbadas, figuras zoomorfas, figuras humanóides, caracteres semelhantes a letras de antigos alfabetos, além de outras representações de objetos desconhecidos.

Em sua maioria foram gravados pelo processo de impressão em pigmentos avermelhados [veja fotografia ao lado] e em alguns dos sítios podem ser encontrados signos inscritos de forma confusa, parecendo tratar-se de um cenário notadamente caótico.

Entretanto, alguns registros se destacam dos demais pela sua complexidade, como se se tratasse de algo especial na vida daqueles homens ou tivesse despertado especial interesse, medo ou sentimento de adoração, induzindo-os a tentar representá-los. Neste grande sítio arqueológico de Sete Cidades, como em muitos outros espalhados pelo interior do estado, podemos destacar algumas figuras interessantes:

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Próximo a Sete Cidades existem algumas regiões que foram pesquisadas por Reinaldo Coutinho e que também deixam ver algumas representações, no mínimo, curiosas, que podem ser analisadas sob o mesmo enfoque que vem sendo abordado neste artigo. É provável que alguns arqueólogos pensem que voamos alto demais em nossas especulações, mas estamos convictos de que, apesar de não termos formação arqueológica acadêmica para analisá-los, estes registros representaram algo de muito importante na vida daqueles homens, resultado, talvez, de acontecimentos que impressionaram com grande força suas mentes perturbadas pela incompreensão.

A insistência com que certos registros circulares são representados em diversas partes do globo terrestre, com suas figuras estranhamente vestidas, não podem ser tratados, simplesmente, como criação das mentes limitadas do homem primitivo, voltadas, quase que exclusivamente, para a auto-subsistência. O que os teria levado a reproduzir signos como os que foram encontrados numa região chamada de Buriti dos Cavalos [abaixo], no interior do Piauí?

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E na região denominada Jardim, próximo de Buriti dos Cavalos,  também podemos encontrar estas estranhas figuras gravadas na rocha:

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A figura descomunal ao lado e à direita encontra-se gravada em pedra na Toca do Morcego, em São Raimundo Nonato, no sul do Piauí. O que pretendiam seus autores representar?

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É preciso considerar que em muitas localidades espalhadas por toda a extensão do nordeste brasileiro existem grandes concentrações de registros pré-históricos, nos quais estamos procurando encontrar outras evidências.

Certamente, estarão eles a indicar, como os que aqui foram apresentados, que algo de grande relevância poderia ter acontecido também naquela região, levando seus observadores a gravar suas impressões em pedra bruta.

”Na Serra do Ererê (Pará) vamos encontrar desenhos curiosos que despertam a imaginação, pois que mostram figuras estilizadas a lembrar algo parecido com o que hoje é pesquisado como UFO ou OVNI, além de mostrar ainda, estranhas figuras humanóides”

REGIÃO NORTE – A região Norte do Brasil sempre foi riquíssima em avistamentos de objetos estranhos no céu, chegando ao ponto de obrigar o exército brasileiro a constituir uma comissão especial para estudar o fenômeno, denominada Operação Prato. É provável que tais acontecimentos não sejam recentes, pois a quantidade de registros encontrados no Pará, Amazonas e outros Estados desta região amazônica é de surpreender a qualquer pesquisador.

Mesmo que este não creia na hipótese da procedência extraterrestre destes registros, não poderá explicar certas figuras humanóides gravadas em pedra e tampouco estranhas representações circulares e de estranhos objetos que muito se assemelham aos tais UFOs, que têm sido amplamente avistados nos dias de hoje e noticiados em toda a parte.

No estado do Pará, por exemplo, vamos encontrar muita coisa estranha registrada em pedra bruta e nossa busca tem como suporte o livro editado pela pesquisadora Edithe Pereira que apresenta, de forma criteriosa, as inúmeras representações líticas desta região pouco conhecida do Brasil. Neste caso queremos destacar certas figuras que nos levam a suspeitar que possam tratar-se de objetos não identificados que teriam sido avistados por seus autores num tempo remoto do Brasil.

Neste sentido, queremos destacar a região onde se localiza Monte Alegre, que possui uma grande quantidade de sítios arqueológicos com estranhas representações como, por exemplo: o da Serra da Lua, da Serra do Sol, Pedra do Mirante, Gruta Itatupaoca, Gruta do Pilão, Painel do Pilão, Abrigo da Coruja, Abrigo do Irapuá, etc., todos localizados na Serra do Ererê e na Serra de Paituna.

Na Serra do Ererê vamos encontrar desenhos curiosos que despertam a imaginação, pois que mostram figuras estilizadas a lembrar algo parecido com o que hoje é pesquisado como UFO ou OVNI, além de mostrar ainda, estranhas figuras humanóides. Vamos apresentar no presente trabalho apenas algumas destas inscrições, pois elas existem em grande quantidade e podem ser encontradas em toda a extensão da Serra.

Também na Bacia dos rios Araguaia e Tocantins, principalmente numa região denominada Martírios do Araguaia, pode-se encontrar diversos desenhos em baixo relevo que mostram uma grande variedade de objetos curiosos e figuras zoomorfas. Dentre estes, podemos destacar:

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Na Bacia do rio Trombetas, próximo aos rios Erepecuru, Murapi, Paru de Oeste e Igarapé Campo Grande, existem também outras inscrições de caráter excepcionalmente curioso. Algumas destas, reproduzimos a seguir por se tratarem de figuras muito expressivas que permitem serem analisadas sob uma ótica não necessariamente acadêmica, pelo seu alto grau de estranheza. Vejamos:

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A bacia do rio Xingu é também riquíssima em inscrições rupestres. Num local denominado Cachoeira de Itamaracá existe um desenho, cujas características não podem ser, em absoluto, atribuídas a povos primitivos, face à sua complexidade. Em 1.885, Domingos Soares Ferreira Penna, visitou aquela região e reproduziu a enigmática figura, que apresentamos a seguir, copiada fielmente da original.

A sua apresentação neste trabalho tem como propósito mostrar que ela mais se parece com um esquema técnico, apesar de alguns pesquisadores quererem atribuir-lhe explicações comuns, como se fosse apenas uma representação de aldeias fortificadas. Esta reprodução fiel foi feita por este autor, para que cada um possa fazer suas próprias avaliações:

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Também em outras localidades da Bacia do Rio Xingu, vamos encontrar baixos relevos que lembram máquinas em vôo. No Paredão Valha-me Deus encontramos as seguintes figuras:

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Num local chamado de Ilha de Pedra (dentre outros objetos estranhos insculpidos) e na “Pedra Gravada”, no município de Anapu,  pode ser encontradas, respectivamente, as seguintes figuras:

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Objetos surpreendentes e figuras desconcertantes foram encontrados pelo pesquisador e escritor Marcel Homet, no Estado de Roraima, próximo a Serra de Parimã, na divisa do Brasil com a Venezuela. Ao visitarmos o local, constatamos que, seguramente, tratam-se de inscrições muito antigas e de origem desconhecida, não podendo ser, simplesmente, atribuídas a índios da região ou a homens primitivos, pela profusão de símbolos tradicionais, já conhecidos do Velho Mundo.

Tais inscrições encontram-se gravadas, segundo o autor que as copiou, numa grande rocha, denominada Pedra Pintada, podendo-se destacar certos conjuntos de caracteres que lembram letras e símbolos religiosos e esotéricos, além de figuras complexas que fazem lembrar máquinas voadoras. O que esta vasta simbologia estaria fazendo em plena selva amazônica? Quem as teria produzido? Com que finalidade?

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J.A.Fonseca é economista, aposentado, escritor, conferencista, estudioso de filosofia esotérica e pesquisador arqueológico, já tendo visitado diversas regiões do Brasil. É presidente da associação Fraternidade Teúrgica do Sol em Barra do Garças–MT, articulista do jornal eletrônico Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br) e membro do Conselho Editorial do portalUFOVIA.

- Fotos & reproduções: J. A. Fonseca. - Produção: Pepe Chaves. © Copyright 2004-2007, Pepe Arte Viva Ltda.

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

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Dica da Colaboradora Manoela Z. Bruscatto

Google assume que analisa todos os e-mails

O gigante da Internet Google alterou os seus termos de utilização de forma a clarificar que utilização faz dos e-mails que atravessam os seus servidores: todas as mensagens que passam pelo Gmail são lidas eletronicamente para fins publicitários.

A alteração dos termos de serviço, lançada na segunda-feira, surge em resposta às críticas (que nos EUA já deram processos judiciais) de que a Google não é suficientemente clara na utilização que faz das informações constantes nos e-mails que passam pelo serviço Gmail.

A empresa assumiu finalmente que todos os mails que entram e saem de uma caixa de correio Gmail é automaticamente analisado por software, com vista a originar anúncios "personalizados" para os utilizadores.

"Esta análise acontece quando o conteúdo é enviado, recebido e quando é armazenado", lê-se nos novos termos de serviço.

O porta-voz da companhia Matt Kallman assumiu que a alteração surgiu em resposta às críticas que muitos utilizadores têm feito à Google: "Damos assim maior transparência e baseamo-nos no feedback que temos recebido nos últimos meses".

Esta análise do conteúdo dos e-mails afeta tanto utilizadores do Gmail como aqueles que não têm aqui conta, mas enviam mensagens para pessoas que utilizam este serviço.

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/

16 de abril de 2014
Posted by Ton Müller

6 tipos de fenômenos astronômicos que você poderá ver em 2014

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Qual é a previsão dos astros para 2014? Se você procura por amor, dinheiro ou sucesso, veio ao blog errado. O que os nossos amigos astrônomos podem prever para esse ano é um espetáculo celeste. “O destaque é o eclipse total da Lua que poderá ser visto em todo Brasil no mês de abril”, aponta o astrofísico da UFSCar Gustavo Rojas, que apresenta a série “Céu da Semana” da Univesp TV.

Desde a antiguidade, o céu fascina os homens. Estrelas, planetas e outros corpos celestes nos ajudaram a acumular conhecimento sobre a origem do universo e seu funcionamento. Foi graças à observação astronômica que conseguimos, por exemplo, entender o ciclo das estações do ano e dominar a agricultura. Milhares de anos depois, continuamos olhando para o céu. Seja para estudá-lo, tirar belas fotos ou simplesmente curtir um momento contemplativo-filosófico diante da imensidão acima de nossas cabeças. Veja o calendário com os principais fenômenos astronômicos observáveis em 2014:

1. Eclipses Solares

Os eclipses ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

Uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.

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Um tipo especial de eclipse é o anular,  quando o diâmetro aparente da Lua não é suficiente para cobrir o disco solar e deixa um “anel” visível. Infelizmente, os eclipses solares não podem ser vistos pelo mundo todo e o Brasil não testemunhará nenhum em 2014. “A sombra que a Lua projeta é muito pequena e, por isso, são vistos de poucos lugares”, explica o professor Roberto Costa, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

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Como observar: Jamais olhe diretamente para o Sol! Seus olhos podem ser danificados permanentemente! O ideal é ver projeções indiretas, usando um espelho para refletir o fenômeno em uma superfície, por exemplo. Os filtros caseiros, como negativos de filme, radiografias e disquetes (se é que alguém ainda tem isso em casa) devem ser evitados, pois não bloqueiam raios nocivos e dão a falsa impressão de que é seguro fitar o Sol por longos períodos.

Curiosidade: O primeiro registro de um eclipse solar total foi feito na Mesopotâmia, no ano 1375 a.C. Os caldeus e os babilônicos já previam eclipses há 3000 anos, baseados nos dados de observação acumulados durante séculos. “Como hoje sabemos com precisão os movimentos orbitais da Lua em torno da Terra e da Terra em torno do Sol, é possível prever eclipses com milhares de anos de antecedência”, afirma Costa.

29 de abril:
Eclipse solar anular
De onde poderá ser visto: De parte da Antártida e da Austrália.

23 de outubro:
Eclipse solar parcial (apenas uma parte do Sol é escondida pela Lua)
De onde poderá ser visto: Ao norte do Oceano Pacífico e da América do Norte.

2. Eclipses lunares
Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares. Novamente, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

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Wikimedia Commons / Jiyang Chen

A Terra projeta uma sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada, na área da penumbra, ou mais escura e cinza, quando a Lua entra na umbra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.

Curiosidade: a coloração avermelhada acontece por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda. É o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.

Saiba mais nesta animação da NASA:

15 de abril
Eclipse lunar total (quando a Lua entra totalmente na sombra da Terra)
De onde poderá ser visto: do leste da Ásia, leste da Austrália, Oceano Pacífico, América do Norte, América do Sul e Oceano Atlântico. A partir das 2h58, como a Lua estará bem acima do horizonte, poderá ser visto de todo o Brasil!

8 de outubro
Eclipse lunar total
De onde poderá ser visto: Do leste da Ásia, Austrália, Oceano Pacífico e da América do Norte.

3. Chuvas de Meteoros
O meteoro, conhecido popularmente como “estrela cadente”, é um fenômeno luminoso que acontece devido à entrada de um fragmento de rocha (meteoroide), geralmente deixados para trás por cometas, na atmosfera da Terra. Devido a alta velocidade, esses meteoroides entram em combustão ao entrar em contato com oxigênio, e produzem um rastro de luz que dura poucos segundos no céu – é aqui que passam a ser chamados de meteoros.

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Juan Carlos Casado (TWAN, Earth and Stars)

Podemos ver meteoros a olho nu, com frequência, no céu noturno.  Mas quando a Terra passa por um local onde há acúmulo de meteoroides, eles são atraídos pela gravidade e há uma incidência acima do normal, que parece vir de um mesmo ponto do céu, que é chamado radiante.

A chuva é nomeada de acordo com a constelação na direção de onde os meteoros parecem vir, o chamado radiante. A Taxa Horária Zenital (THZ) corresponde ao número de meteoros que um observador poderá ver no período de uma hora, se o radiante estiver situado no zênite (o ponto mais alto do céu).

Curiosidade: a cor de um meteoro pode revelar a sua composição! A cor amarela provém do ferro; azul ou verde é do cobre; cor alaranjada é resultado do sódio presente na rocha; o vermelho provém do silicato e a cor roxa é do potássio.

21 e 22 de abril
Lirídeas
Radiante: na direção da constelação de Lira.
THZ: 20 meteoros

5 e 6 de maio
Eta Aquarídea
Radiante: na direção da constelação de Aquário
THZ: 30 meteoros

27 e 28 de julho
Delta-Aquarideas
THZ : 10 meteoros
Radiante:  na direção da constelação de Aquários

12 de agosto
Perseidas, conhecidas popularmente como “lágrimas de San Lorenzo”
Radiante: na direção da constelação de Perseu
THZ: 15 meteoros

22 de outubro
Orionídeas
Radiante: na direção da Constelação de Órion, onde ficam as chamadas “Três Marias”.
THZ: 25 meteoros.

13 de dezembro
Geminideas
Radiante: Constelação de Gêmeos
THZ: 75 meteoros.

4. Passagem de cometas
Cometa é um corpo pequeno do Sistema Solar, composto basicamente por gases e poeira congelados, que gira ao redor do Sol. Quando ele se aproxima do Sol, o gás e a poeira do núcleo sólido evaporam, formando uma nuvem extensa, chamada coma. O vento solar “varre” o material para a direção oposta, formando a famosa cauda. Nem todo cometa tem cauda e alguns podem apresentar mais de uma.

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Cometa McNaught/NASA

Se um cometa for pequeno demais, dificilmente “sobrevive” à passagem pelo Sol antes mesmo de completar uma órbita. Praticamente todo seu material evapora e ele se desintegra ou pode colidir com o Sol. É um momento de grande expectativa para os astrônomos!

Para que possamos ver um cometa a olho nu, ele precisa ser brilhante o suficiente e estar próximo da Terra. Os astrônomos usam a unidade magnitude para classificar o brilho aparente do astro. Curiosamente, quanto maior o brilho, menor é a magnitude. Vega é a estrela utilizada para comparação e tem magnitude 0. A magnitude aparente da Lua cheia é -12,6, enquanto a magnitude da estrela Sirius, a mais brilhante do céu, é -1,45. “Em uma noite sem nuvens, longe das luzes e da poluição, conseguimos observar a olho nu astros com magnitudes entre 6 e 7. Para cometas com maiores magnitudes, é necessário utilizar algum instrumento – como binóculos, luneta ou telescópio”, explica Diana Gama, doutoranda em Astrofísica no IAG/USP que faz oatendimento ao público da instituição.

Os cometas mais brilhantes de 2014 (com informações do Rede de Astronomia Observacional):

serão:

C/2012 K1 Pan-STARRS
Quando: de março a dezembro
Magnitude: 6
Como observar: O melhor mês para observação é a partir de setembro, ao amanhecer. Ele estará próximo à constelação de Câncer. No início de novembro, ele já será visível após a meia-noite na constelação do Pintor, ainda com magnitude 6. Dezembro será o mês em que o cometa atinge magnitude 8, encerrando seu período de visibilidade no primeiro mês de 2015.

C/2013 A1 Siding Spring
Quando: de julho a dezembro
Magnitude: 7,5
Como observar: Em setembro esse cometa estará favorável para ser observado a partir do hemisfério sul, com a ajuda de um telescópio modesto. Na segunda semana de setembro, o cometa atinge seu brilho máximo enquanto passa pela constelação do Pavão. O interessante é que esse cometa passará pertinho do planeta Marte ao anoitecer dos dias 19 e 20 de outubro.

C/2013 V5 Oukaimeden
Quando: de agosto a outubro
Magnitude: 6
Como observar: Esse cometa poderá ser visto de madrugada, a partir da segunda quinzena de agosto entre as constelações de Órion e Unicórnio, com magnitude 10. Alcançará seu brilho máximo entre os dias 16 e 18 de setembro, passando a ser visível no período vespertino com magnitude 6. No início de outubro o cometa fica menos brilhante, sendo visível após o pôr do Sol na direção da constelação de Libra.

209P/LINEAR
Quando: De maio a junho
Magnitude: 10,5
Como observar: Cálculos sugerem que a passagem desse cometa em 2014 será bastante favorável para observadores do hemisfério sul. No dia 19 de maio, inicia-se o período de visibilidade ao anoitecer, na direção da constelação de Ursa Maior, com magnitude 12. A maior aproximação do astro ocorrerá no dia 28 de maio, onde o cometa pode ser visto nas proximidades da constelação de Hidra Fêmea. No mês de junho o astro volta a ter magnitude 11, visível na constelação de Cruzeiro do Sul.

Curiosidade: Halley, o mais famoso dos cometas, nos visita a cada 76 anos e atualmente continua se afastando de nós. Atingirá seu ponto mais distante do Sol, o chamado afélio, em 2023 e só então começará a retornar. Ele deve aparecer por aqui novamente em 2061, quando atinge o ponto mais próximo do Sol – o periélio. O Cometa Halley é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, seu núcleo é mais escuro do que o carvão, porém como vemos a luz do Sol refletida na superfície de poeira e gelo, ele parece brilhante para nós.

5. Superlua
É a ocasião na qual o nosso satélite natural se encontra mais próximo da Terra. Em geral ocorre uma vez por ano, na sua fase nova ou cheia. Por estar mais próxima da Terra, vemos Lua mais brilhante que o normal e ela pode parecer até 14% maior em tamanho.

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Soniadcm / Wikimedia Commons

Em média, a Lua encontra-se a uma distância de 384.400 km da Terra. Quando está mais longe, a Lua fica a até 405.696 km do nosso planeta. Porém, em um evento como a Superlua, essa distância pode chegar a 363.104 km. No dia 10 de agosto, às 17:44, a distância da Lua a Terra será de 356.896 km.

Quando: 10 de agosto

6. Planetas
Vale a pena olhar para o céu e saber que aqueles pontinhos brilhantes não são estrelas, mas planetas!

Oposição de Marte
Quando: 8 de abril
Marte estará a 93 milhões de quilômetros da Terra, a menor distância desde 2007. É uma ótima oportunidade para observação.
O planeta vermelho estará na direção da na Constelação Virgem, terá 1/124 do diâmetro aparente da Lua Cheia, e magnitude de -1.48, brilho comparável ao de Sirius (a estrela mais brilhante do céu).

Conjução Vênus e Júpiter
Quando: 18 de agosto
Vênus e Júpiter estarão muito próximos um do outro no céu uma hora antes de amanhecer nesse dia – mas não se engane: não é uma proximidade física, apenas aparente! Será a conjunção mais próxima de dois planetas visíveis a olho nu em 2014, com apenas 15’ (15 minutos) de distância entre eles. Para se ter uma ideia, estenda o braço em direção ao céu. A área encoberta pelo dedo mindinho equivale a 1 grau (1°), ou 60’ (minutos do arco). “Logo, Vênus e Júpiter estarão aparentemente a uma distância 4 vezes menor do que a largura do seu dedo mindinho!”, explica Diana Gama.

Agradecimentos: Antonio Rosa Campos, do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais.

Com informações de Alexandre Amorim, Secção de Cometas/REA

Para mais informações, consulte o Almanaque  Astronômico Brasileiro

http://portalarcoiris.ning.com/

Dica da colaboradora Manoela Z. Bruscatto

O dinamarquês que entendeu o Brasil - e por que ele fugiu correndo

Você já deve ter visto por aí a história do jornalista dinamarquês Mikel Keldorf Jensen. Fissurado em cobrir a Copa (“o melhor esporte do mundo em um país maravilhoso”), ele fez a lição de casa direitinho. Veio antecipadamente para estudar a língua, há dois anos e meio, e voltou para cá em setembro do ano passado.
Durante cinco meses observou as consequências da preparação: os despejos e remoções de comunidades, a ação da PM e do exército, as acusações de corrupção, e a incrível inversão social de um país que piora – para provar que está melhor. No mês passado, em Fortaleza, o choque de realidade pesou. Jensen descobriu que crianças de rua poderiam estar sendo mortas por dormirem em locais de frequência turística. Várias delas teriam desaparecido.
Mikel Keldorf Jensen (Foto: Reprodução/ Facebook)Esta semana, Jensen publicou um relato-desabafo no Facebook, e combinou que um artigo na Tribuna do Ceará só seria publicado depois que ele estivesse fora do país. A primeira coisa que chama a atenção, evidentemente, é a acusação do extermínio de crianças. Em entrevista já na Dinamarca, ele cita como fonte pessoas que fazem trabalho social com elas, e que acusam esquadrões da morte de estarem atuando em Fortaleza. Jensen acha que o Brasil ainda sofre com a herança repressiva da ditadura militar.

Mas o que mais me interessou é o trecho que copio a seguir:
“Durante cinco meses fiquei documentando as consequências da Copa. Existem várias: remoções, forças armadas e PMs nas comunidades, corrupção, projetos sociais fechando. Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo – e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar.
Em março, eu estive em Fortaleza para conhecer a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje. Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças da rua, e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo à noite em área com muitos turistas. Por quê? Para deixar a cidade limpa para os gringos e a imprensa internacional? Por causa de mim?”

Jensen tropeçou sem querer na quimera brasileira: o Brasil consiste não em um, mas em dois projetos paralelos de sociedade. E um deles quer criminalizar e exterminar o outro, se não puder usá-lo como escravo. Na falta de outro nome, chamo esse embate de Projeto Pardo vs. Projeto Branco. Fica difícil para um europeu entender porque a parte privilegiada da sociedade não entende essa mesma sociedade como um todo, do qual todos deveriam se beneficiar em alguma medida (mesmo que preservando as regalias do topo).

Antes que algum marxista me lembre que o nome disso é luta de classes, eu diria que esse embate, além de político e social, tem uma dimensão cultural importante. Sem ir muito mais longe, expressões como o funk ostentação, que arrepiam qualquer marxista com seu viés consumista, são a cara do Projeto Pardo: uma disputa pelo protagonismo simbólico da sociedade, em que inclusive certos valores capitalistas são hackeados e tribalizados.
O que não é novidade para qualquer pessoa com alguma informação sobre o hip hop americano que, mesmo com seu forte impacto político na sociedade, sempre elegeu grifes como totens, e usou noções de consumo como manobra de reposicionamento social. Um tipo de estratégia protestante que até aqui nossa intelectualidade de formação marxista e cristã, vitimista e avessa ao bem-estar, tinha enorme dificuldade em compreender (e agora teve que engolir à força, com o rolezinho).
Mas voltemos a Jensen, que diz, atônito: “A vida dele (o menino Allison, de 13 anos, que lhe ofereceu seu único bem, seus amendoins – a ele, um gringo com um mastercard no bolso e 10 mil reais de equipamento de filmagem) está em perigo por causa de pessoas como eu”.
Não se culpe. Não é exatamente por você, meu caro Jensen. Você é apenas o espelho branco e europeu da parte vertical da nossa sociedade. Ela quer provar, mais para si mesma, provavelmente, do que para você ou para toda a imprensa gringa, que este pode ser um país “eficiente” e “ordeiro”. E que toda a nossa sabedoria macunaímica, que repousa nas comunidades a serem despejadas e removidas, bem, essa que se estrepe.
É por isso que, mesmo que tenha Copa, e mesmo que o Brasil vença, o Brasil já perdeu. Porque a Copa realizada aqui (com uma ajudazinha gangsterística da Fifa) é apenas o Projeto Branco contrahackeando o que já foi uma simbologia central da nossa ginga e habilidade. Mas faz tempo que o futebol não significa mais nada, a não ser ilusão, e agora assassinato.

Fonte | Dica do colaborador Cesar Nunes

Mais uma aplicação medicinal para a maconha

Estudo da UFSC engrossa lista de benefícios que substância presente na planta pode proporcionar à saúde humana. Experimentos mostram que composto é eficaz no tratamento de memórias traumáticas.

Por: Célio Yano

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Uma erva conhecida pela humanidade há mais de 4 mil anos e que tem uma série deaplicações medicinais comprovadas se mostrou promissora também no tratamento de sequelas emocionais causadas por traumas. O efeito é produzido pelo canabidiol, substância presente na maconha (Cannabis sativa) e que pode substituir vários medicamentos usados em tratamentos psicológicos, evitando seus efeitos colaterais.

O potencial de uso de C. sativa para a atenuação de traumas foi apontado recentemente pela equipe liderada pelo farmacologista Reinaldo Takahashi, no Laboratório de Psicofarmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os pesquisadores utilizaram um modelo experimental comum em estudos que trabalham com estresse pós-traumático, que consiste em provocar traumas em camundongos por meio de choques elétricos sutis nas patas.

“Além de não produzir melhoraclínica em todos os pacientes, os medicamentos hoje disponíveis podem causar efeitos colaterais”

“Quando colocado novamente no ambiente em que levou o choque, mesmo vários diasapós o trauma, o animal respondeautonomamente com um estado de ‘congelamento’, ou seja, fica imóvel”, contaTakahashi. Em termos neurológicos, aresposta é a mesma apresentada por umapessoa que, após ser assaltada ou sofrer umacidente de trânsito, sente medo ao passar pelo local onde enfrentou a situação traumática.

Para tratar esse tipo de transtorno, geralmente o paciente é exposto várias vezes ao mesmo ambiente e deixa de ter sintomas de ansiedade com a ajuda deantidepressivos. “Mas, além de não produzir melhora clínica em todos os pacientes, os medicamentos hoje disponíveis podem causar efeitos colaterais”, diz o pesquisador.

No laboratório da UFSC, o doutorando em farmacologia Rafael Bitencourt descobriu que, ao receber doses de canabidiol, animais com memória traumática tiveram os sintomas de ansiedade reduzidos graças à interação entre o sistema corticosteroide, importante na regulação do metabolismo, com o sistema endocanabinoide.

A produção, pelo cérebro, de substâncias endocanabinoides (que têm esse nome por se assemelhar a componentes da maconha, mas de origem endógena) é que facilitariao processo de reaprendizado emocional. Takahashi explica ainda que o canabidiol não tem os efeitos colaterais dos medicamentos utilizados hoje no tratamento de traumas. clip_image002

Segundo o pesquisador, desde a Antiguidade há relatos de usuários de maconhasobre os efeitos do canabidiol na extinção de memórias aversivas, o que direcionoualgumas investigações farmacológicas.

“Em um congresso internacional recente ouvi relatos de veteranos de guerra norte-americanos sobre melhora no quadro de transtorno de estresse pós-traumático quando fumavam maconha”, conta. Mas ele ressalta que, como ex-combatentes podem usar várias drogas simultaneamente, não é possível dizer se o efeito é consequência diretade C. sativa.

Pesquisas com maconha

Estudos feitos em diversos países apontam que o canabidiol, que representa mais de 40% dos extratos de C. sativa, é eficaz no tratamento de depressão, esquizofrenia, epilepsia, transtorno bipolar e até leucemia e doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer, além de ajudar a conter inflamações e controlar a pressão arterial.

O canabidiol é eficaz no tratamento de depressão, esquizofrenia, epilepsia, transtorno bipolar e até leucemia e doenças neurodegenerativas

Os efeitos psicoativos da maconha, quealteram temporariamente a percepção, o humor, o comportamento e a consciência de quem a consome, estão ligados sobretudo aoutro canabinoide presente na erva: o tetraidrocanabinol (THC, na sigla em inglês).

Mas mesmo o THC apresenta efeitos de interesse medicinal. O Sativex, medicamento indicado no tratamento de esclerose múltipla, lançado em 2005 no Canadá, por exemplo, tem como princípio ativo uma combinação de THC e canabidiol. Outros dois medicamentos que utilizam o princípio ativo da maconhaajudam pacientes a conter náuseas e vômitos durante tratamentos quimioterápicos.

Na UFSC, além do efeito contra memórias traumáticas, Takahashi orienta estudos com o canabidiol que avaliam o potencial da substância no tratamento de dependência de morfina e na proteção do sistema nervoso em animais com doença de Parkinson. 

Restrições

“Considerando que C. sativa tem cerca de 400 constituintes químicos e mais de 80 fitocanabinoides, é possível identificar outros compostos de interesse farmacológico”, diz o pesquisador. Mas ele ressalta que a dificuldade de trabalhar com substâncias psicotrópicas impede que pesquisas com outros compostos da maconha avancem no nosso país.

“As exigências para importar essas substâncias de países onde a produção é permitidasão tão grandes, que muitos pesquisadores na área de drogas de abuso desistem de trabalhar com certos compostos”, diz Takahashi. “No caso do canabidiol, o aspecto crucial que permite sua importação é o fato de ele não ser considerado psicoativo.”

No Brasil, a lei 11.343, de 2006, proíbe “em todo o território nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas”. Conforme a legislação, a União podeautorizar o cultivo de maconha “exclusivamente para fins medicinais ou científicos”, “em local e prazo predeterminados” e “mediante fiscalização”.

Célio Yano

Ciência Hoje On-line/ PR

http://cienciahoje.uol.com.br/

Posted by Ton Müller




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